Reportagem - Sumô

Lutadores de Sumô segue a origem japonesa

Fábio José Santos - Hortolândia/SP - 24/08/2012  0 comentários



Com mais de 2000 anos, o sumô tem suas origens na religião e na mitologia japonesa. Segundo a qual os próprios deuses Takemikazuchi e Takeminakata lutavam para decidir o destino do povo japonês. Há uma versão que afirma que ele surgiu da observação das brigas entre ursos da ilha de Hokkaido. 

A luta fazia então parte dos rituais do xintoísmo para proteção e boas colheitas, e ainda hoje mantem muito de seu caráter religioso e de sua organização, criada durante o shogunato de Tokugawa, no século XVII, quando foi profissionalizada. Atualmente o sumô disputa espaço com o beisebol e mais recentemente o futebol, mas ainda é um considerado o esporte nacional do Japão. 
 

Sumô profissional, só no Japão
O sumô tradicional ou profissional tem apenas uma liga profissional, a japonesa, onde é praticado por uma pequena elite de lutadores ranqueados, os rikishis, que não chegam a mil atletas. 

Arte marcial, a luta exige dedicação integral, e os aspirantes, de idades entre 12 e 15 anos, se aprovados nos exames, deixam suas famílias para viverem nas academias, onde auxiliam os mais velhos, cuidam das tarefas diárias e treinam, numa rotina de pelo menos 10 horas diária. 

Ao olhar ocidental, acostumado a ver os atletas com a estética grega, definidos e com o mínimo de gordura, pode parecer estranho ou mesmo ofensivo os corpos gordos dos lutadores de sumô, mas nada na tradição japonesa é deixado ao acaso e os sumôtoris têm sim muito preparo físico. É que os lutadores usam o penteado com um elaborado nó, o Tyon Maguê e a própria massa  corporal como uma “armadura” contra as quedas, um hábito que remonta ao século 17.

Como não existe limite de peso no sumô profissional, muitos rikishis passam anos tentando engordar ao máximo, e o peso médio gira na casa dos 160kg, com alguns chegando aos 270 kgs, algo impensável em qualquer outro esporte. 

Há mesmo uma dieta especial, com um prato exclusivo, o “Chanko-nabe”, um ensopado com carnes, legumes e ingredientes típicos japoneses, como tofu; não raro, o prato tem a quantidade de proteínas que uma pessoa consome em uma semana.

De acordo com o Centro de Nutrição e Saúde da UFRJ, esse acúmulo de gordura não acontece como nas pessoas obesas, uma vez que ao mesmo tempo em que os riquishis consomem grandes quantidades de proteína, realizam uma forte rotina de exercícios físicos, e a gordura acumulada tende a ser subcutânea menos prejudicial ao metabolismo e mais difícil de ser perdida, e que dá o aspecto enorme e arquetípico dos lutadores.

A temporada anual tem seis campeonatos de 15 dias, disputados em Osaka, Nagoya, Fukuoka e três Tokyo, capital Japonesa; com 800 lutadores divididos em seis classes; Jyonokuchi, Jyonidan, Sandanmê, Makushita, Juryô e Makuuchi, disputando em um sistema de um contra todos, cada um fazendo uma luta por dia. 

As quatro primeiras classes não são remuneradas, a segunda divisão tem 26 lutadores e finalmente a principal, Makuuchi, com 42 lutadores é a elite. São estes que movimentam o esporte com altos salários, patrocínios e torcidas. 
 
A grande maioria dos lutadores não chega ao Juryô e destes, pouquíssimos atingem o Makuuchi, que por sua vez está graduado em Maegashira, Komusubi, Sekiwake, Ozeki e o grau mais alto, o Yokozuna.


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