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Dezembro
2010
Dezembro
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Carlos Simon quebrando recordes e fazendo história
Talvez, um dos momentos mais difíceis na vida de um homem público é saber a hora certa de parar. Pelé, o nosso eterno Rei do Futebol, soube bem o seu momento e parou no auge, com as todas as glórias obtidas na vida profissional. Muitos outros nomes poderiam ser citados aqui, mas, a bola da vez, é o árbitro Carlos Eugênio Simon.
Não que Simon tenha escolhido a sua hora de parar, mas o fez no melhor momento de sua carreira. Aos 45 anos de idade, limite imposto pela FIFA para árbitros de futebol, o gaúcho de Braga encerrou sua enorme e bem sucedida carreira na arbitragem. E fechou com chave de ouro, com momentos dígnos de ser lembrado pela eternidade da história esportiva do Brasil e do mundo.
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Segundo relata em seu livro publicado em 2004, Na Diagonal do Campo (Editora Unisinos), Simon iniciou a carreira esportiva na época de colégio, quando foi chamado para apitar uma final estudantil e o então professor e árbitro da Federação Gaúcha, Luiz Cunha Martins, o convidou para fazer o curso da FGF. Em 1990 Simon se tornou profissional e logo em 1992 estreou na Primeira Divisão do Rio Grande do Sul.
A ascenção na carreira foi meteórica e no ano de 1993 foi relacionado para o quadro nacional da CBF, estreando na partida entre Paraná e Náutico. Tanta qualidade dentro dos gramados chamou a atenção e fez com que ele subisse rapidamente para a elite do apito. Em 1995 entrou para a lista de árbitros aspirantes ao quadro da FIFA e em 1997 concretizou o sonho de integrar a lista de árbitros internacionais. Estreou na Copa Libertadores no mesmo ano, apitando a partida entre Cerro Porteño e Bolívar, no Estádio Defensores Del Chaco, Em Assunção, no Paraguai.

Ao longo da carreira, o juíz esteve escalado em 1.197 partidas oficiais, sendo o árbitro com o maior número de partidas na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, atingindo a marca de 295 jogos, superando Arnaldo Cézar Coelho, com 294 jogos, segundo o livro História da Arbitragem nos Campeonatos Nacionais (1967-2007), publicado pelo SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), do jornalista Márcio Trevisan e do seu ex-presidente e atual presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Sérgio Correia da Silva. O árbitro em atividade mais perto deste recorde é Paulo César de Oliveira, com 232 jogos. Sendo assim, PC só conseguiria quebrar este recorde em aproximadamente mais 4 ou 5 anos.
Os recordes não param por ai. Ainda falando em campeonatos nacionais, Simon apitou 5 decisões do Campeonato Brasileiro (1998, 1999, 2001, 2002 e 2010) e 6 decisões da Copa do Brasil (2000, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010). Foram, ao todo, 20 clássicos GreNal, entre Grêmio e Internacional, ambos de seu estado natal.
No âmbito internacional, os números não impressionam menos. O central apitou a final da Copa Libertadores da América de 2001 entre Boca Juniors (ARG) e Cruz Azul (MEX) e também esteve na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2002, entre Real Madri (ESP) e Olímpia (PAR).No nível de seleções, foram diversas partidas nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, Copa América de 2007, os Jogos Olímpicos de 2000, em Sidnei, na Austrália e as Copas do Mundo de 2002 (Japão e Coréia), 2006 (Alemanha) e 2010 (Africa do Sul). Ao todo foram 7 jogos nos mundiais, apenas um atrás do recordista, o francês Joel Quiniou, com 8 jogos. Se tornou o brasileiro com maior número de participações em Copas, tanto em edições, quanto em número de jogos. São tantos recordes que deixa qualquer um sem fôlego.
Fora dos campos, Simon também não faz feio. Dá entrevista para todos os meios de comunicação e é bem requisitado para palestras. É querido por muitas personalidades, tanto do meio político, quanto do meio artístico. Já jogou bola e comeu churrasco com o músico e compositor Chico Buarque, além de conviver com nomes como Zeca Baleiro, Raimundo Fagner e Luis Fernando Veríssimo. No campo político não é diferente. Simon é próximo de Tarso Genro, Olívio Dutra e já foi recebido pelo presidente Lula por duas vezes. Especula-se até que Simon tenha recebido convites para integrar o governo de Tarso no Rio Grande do Sul e até mesmo o de Dilma, em Brasília, a partir de 2011.
O próprio Simon também confirmou em entrevistas que existem propostas para ser comentarista de uma rede de TV, instrutor da FIFA e até mesmo uma sondagem de Lula para que ele integre o Comitê Organizador da Copa de 2014. Mas diz que ainda está analisando as propostas e agora só quer descansar com a família.
As ofertas e os convites aparecem de todos os lados. Ao que parece, com tanta competência e sucesso, Simon virou mesmo um pop star.
Afinal, ele merece!
Categoria:
Arbitragem, Futebol, Homenagem.
Tags: Carlos Simon, carreira, copa do mundo, Fifa, Internacional.
Modalidade: Futebol
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