Ricardo Zonta é conhecido por persistência e velocidade
Michele Barcena - São Paulo/SP - 27/07/2012
Zonta é nome de peso no automobilismo brasileiro
Crédito: divulgação
O paranaense é um dos pilotos com o maior número de títulos internacionais do país: F3 sul-americana (1995), F3000 Internacional (1997), Mundial de FIA GT (único brasileiro campeão, em 1998) e World Series (2002). Zonta ganhou mais destaque no esporte quando começou a competir na Fórmula 1. Realizou seu primeiro teste pela Jordan em 1997, passou por grandes equipes, como a McLaren, Toyota e Renault, onde cumpriu sua última temporada trabalhando na F1.
Aos 36 anos de idade, o piloto que atualmente recebe apoio de grandes marcas como Pilão, Gillette e Fusion, nem pensa em abandonar as pistas: “O automobilismo me trouxe muitas experiências de vida e, ainda, me traz, pois é o que eu mais gosto de fazer. É minha profissão e espero que seja por muitos anos” e garante que ainda tem muito o que fazer daqui pra frente.
Em sua última competição, realizada em Curitiba na última semana, Ricardo Zonta venceu a prova deixando pra trás renomados adversários como Felipe Maluhy , Ricardo Maurício e Alceu Feldmann. Com o resultado, o atleta paranaense passou a ocupar a sétima colocação no ranking da Copa Petrobras de Marcas,
A próxima etapa da Copa será no dia 5 de agosto, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, último evento de grande porte antes do fechamento definitivo do autódromo.
Confira a entrevista com o piloto Ricardo Zonta:
LivrEsportes: Em sua trajetória chegando até mesmo à Fórmula1, o que foi mais interessante nesse processo em termos de crescimento, aprendizado e conquistas?
Zonta: Aprendemos a lidar com pressões, adversidades, a viver sozinho em outro país e nos adaptar a outras línguas, costumes e culturas. O automobilismo me trouxe muitas experiências de vida e, ainda, me traz, pois é o que eu mais gosto de fazer. É minha profissão e espero que seja por muitos anos.
LivrEsportes: O que te levou a mudar de categoria (kart, Fórmula 3, Stock Car)?
Zonta: O automobilismo profissional é como uma escada: você precisa subir os degraus para chegar no topo. Então correr de kart, FChevrolet e F3 e F3000 era um caminho natural para a F1. A Stock Car surgiu na minha vida quando encerrei meu ciclo na F1 e voltei ao Brasil.
LivrEsportes: Que avaliação você faz do automobilismo brasileiro hoje em dia? O que falta para ganhar dimensões ainda maiores?
Zonta: O automobilismo brasileiro hoje vem crescendo muito em categorias de turismo, e essa divisão está em alta. Em contrapartida, as categorias de monospostos estão fracas e sofrendo, falta a base para partirem para um carreira nas fórmulas e buscar o sonho de chegar na F1. No turismo, hoje temos a Stock Car, a maior categoria do automobilismo brasileiro, e o Brasileiro de Marcas, que em seu segundo ano vem mostrando muita competitividade. Precisamos encontrar um bom equilíbrio entre as duas partes.
LivrEsportes: Quais suas metas e objetivos no esporte?
Zonta: Buscar sempre vitórias e lutar pelos títulos da Stock Car e do Brasileiro de Marcas.
LivrEsportes: Atualmente, quem são seus principais adversários nas pistas?
Zonta: Não existe algum nome específico. Todos que estão no grid são pilotos de grande qualidade.
LivrEsportes: Falta maior divulgação por parte da mídia no que diz respeito às outras categorias do automobilismo ?
Zonta: As pessoas têm que valorizar o esporte por si só, não apenas quando o brasileiro ganha. A partir daí, o esporte terá um público maior, com maior entendimento do esporte, e, consequentemente, maior divulgação e suporte por aqui.
LivrEsportes: Quais são as principais dicas para um piloto que está começando no esporte?
Zonta: Persistir e nunca desistir, com muita dedicação. Buscar ter regras para tudo, uma boa preparação física, cuidados com a alimentação e gostar muito do que faz.
Todas as entrevistas já publicadas.
Opinião do Leitor
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