Entrevista

Antoine Jaoude, orgulho nacional encara mundial

Patrícia Flor - Hortolândia/SP - 03/09/2010 1 comentários


Com certeza um dos maiores nomes da luta olímpica brasileira é Antoine Jaoude. Seu interesse pelo esporte começou quando estava no Líbano, para onde foi com os pais com seis meses de idade, Antonie passava horas assistindo programas e eventos internacionais de luta na televisão onde o esporte é muito popular e assim a televisão influenciou diretamente no futuro desse campeão de luta olímpica.

De volta ao Brasil, começou a treinar e hoje possui uma história vitoriosa e de grande peso nacional sendo 15 vezes campeão brasileiro, oito vezes medalhista em pan-americano. Eleito quatro vezes melhor atleta de luta pelo comitê olímpico brasileiro,conquista da medalha de prata nos jogos de Santo domingo e se classificou para as olimpíadas de Atenas e Pequin.

A revista LivrEsportes entrevistou esse atleta que jamais desistiu em meio às dificuldades e a falta de incentivos na modalidade. Atletas como Antoine demonstram amor e dedicação ao esporte. Antoine Jaoude, hoje presidente da Federação de Lutas Olímpicas Associadas do Estado do Rio de Janeiro, falou sobre as dificuldades que enfrentou e as suas expectativas para o Mundial de Luta Olímpica, que será realizado nos dias 6 a 12 de setembro na Rússia.

LivrEsportes: Quais foram suas principais dificuldades dentro do esporte e o que te ajudou a não desistir?
Antoine: A maior dificuldade foi a falta de patrocínio. A iniciativa do bolsa atleta nacional veio para nos ajudar. O que mais me ajudou a não desistir foi o grande amor que tenho por esse esporte que me fez abrir mão de muitas coisas, mas ao mesmo tempo me deu muita coisa também. Mas após 18 anos no esporte trabalharei para trazer a primeira medalha mundial.

Quais foram suas principais realizações dentro da luta olímpica?
Fui 15 vezes campeão brasileiro, oito vezes medalhista em pan-americano. Eleito quatro vezes melhor atleta de luta pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Conquistei a medalha de prata nos jogos de Santo Domingo e me classifiquei para as olimpíadas de Atenas e Pequin.

Teve alguma luta em particular que você classificaria como a mais marcante?

Sim. Minha luta com o americano Daniel Cormier, pois no mundial de 2003 seletiva para as olimpíadas de Atenas, aquele que fizesse o primeiro ponto se classificaria para as olimpíadas de Atenas diretamente.

Nos jogos sul-americanos desse ano você conquistou o ouro. Qual a sensação ao ganhar uma medalha tão importante?
É muito gratificante, mas infelizmente nosso esporte brasileiro deveria premiar profissionalmente todos aqueles que trouxessem medalhas para seus país em competições deste tipo, pois isso sempre seria um estimulo a mais, compensaria muitos esforços na falta de patrocínios privados.

A experiência adquirida pode ajudar em competições tão importantes como as olimpíadas?
Depende. Além da experiência se seguíssemos metas competitivas preparatórias para o mesmo com certeza atingiríamos.

» Reportagem: Luta olímpica: expressão que superou preconceitos


Como você pode definir sua participação nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004?
Marcante, foi o renascimento da nova luta.

Qual é o segredo para ser um campeão?
Em primeiro lugar agradecer a Deus pela fé no meu trabalho, pois sem trabalho não se colhe o fruto da vitória. A receita é muita humildade, honra, coragem, força e lucidez.

Como enfrentar a realidade brasileira, muitas vezes sem a valorização do atleta?
Tenho dois filhos e vejo quanto é importante a profissionalização dos esportes olímpicos como complemento das iniciativas governamentais para a continuação do trabalho de anos. Sem os apoios  o que acaba  prevalecendo é o amor ao esporte.

Na próxima semana você estará na Rússia para disputar o Campeonato Mundial. Como você tem trabalhado a sua parte técnica e física para essa rande competição?
Venho trabalhando a parte técnica no Centro Olímpico Delfim, com os cubanos Pedro e Angel e meus companheiros de treinos como Adrian Jaoudée Diego Rodrigues que fazem parte da seleção. E a parte física com meu preparador físico Orlando Folhes.

Ainda sobre o campeonato mundial, qual sua expectativa?

E neste mundial que saberei meus prováveis adversários que estarão nas seletivas olímpicas  do ano que vem.

Para quem está começando. Perder faz parte do jogo?
Com certeza, pois é nas grandes derrotas que tiramos as lições para não errarmos novamente em busca da perfeição para as vitórias que estarão por vir.

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Opinião do Leitor

Davi Silva - 03/09/2010
Ele é o cara.

 

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